Todos os dias quando eu ia comprar pão o cara da mercearia estava varrendo a calçada. Todos os dias ele me dava bom dia da mesma maneira, “Bom dia, meu bem!”, eu sorria de volta e seguia meu caminho.

Um dia ele se distraiu falando do calor que fazia, e de como junto com o aquecimento dos motores das máquinas da loja ficava impossível trabalhar ali.

A tv estava sempre ligada, pra ter assunto com os fregueses, ele dizia.
Ele sorria e me chamava de meu bem.

Eu nunca mais voltei lá.

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