era eu lá, nadando contra a corrente. o peito comprimido pela água, o pulmão cheio de gás carbônico. batendo os pés, trocando as mãos. batendo, batendo os pés. subindo até a superfície, puxando todo o ar que fosse possível em meio segundo. lutando contra a corrente sem sair do lugar. subindo até a superfície tentando puxar todo o ar que fosse possível e a cada nova tentativa uma onda me arrastava de volta para o mesmo lugar. nadando, nadando.

tentando, tentando, e quanto mais bato os braços menor é a minha capacidade de chegar a algum lugar. uma onda após a outra me levando sempre pro lado oposto.

até que eu desisti e só fiquei ali boiando pra ver até aonde a onda iria me levar.

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