1991

Eu posso estar errada. Na verdade é bem provável que eu esteja porque em 80% do tempo eu estou errada. Mas existe esse desconforto entre a gente que mesmo entre bites e bytes e sei lá quantos mil metros de fibra ótica embaixo dos sete mares que nos separam eu consigo sentir. Você consegue sentir?

E eu fico abismada, sabe, já que na minha cabeça não seria assim. Na minha cabeça, de alguma maneira, você sempre seria para mim e eu pra você. Mesmo que fosse entre as conversas com os vizinhos que ainda insistem em lamentar o fato de não termos ficado juntos. Nos separamos realmente? É possível se separar de quem é muito mais do que parte de você mesmo? Não sei. Mas eu não sei de tantas coisas. Você sabe?

Eu fiz tantas coisas. Sei que você também. Mas eu nunca escrevi nada sobre você. Não é estranho? Anos escrevendo sobre as pessoas, sobre quase amores. E nenhuma linha sobre você. Outro dia falei sobre isso com uma amiga e ela me perguntou porquê eu tinha guardado isso só pra mim. Não sei, algumas coisas não são possíveis de se explicar com meia dúzias de palavras.

Sobre isso eu sei que não estou errada.

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