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vespeiro

eu conheço o Eder. o calendário diz que faz mais ou menos seis anos. eu já perdi as contas que nunca fiz. nesse tempo a gente falou sobre tudo, eu ensinei ele a tomar tequila, a gente brigou, a gente brigou muito, nos magoamos, nos perdoamos e durante todo esse tempo que eu não sei contar a gente sempre contou um com o outro. e por muito tempo dividimos um sonho que realizamos juntos e isso é uma coisa que eu espero viver o suficiente pra, quem sabe, uma dia conseguir falar sobre.

e aí o Eder escreveu um livro. e no que me diz respeito ele diz que tem muitas coisas ali que de alguma maneira tem a ver comigo. apesar de não identificar exatamente o quê, lembro de cada texto que reli naquelas páginas. e lembrei de muitas  conversas de madrugada por infinitos sms que tantas e tantas vezes foram capazes de curar qualquer dor.

não sei em que momento nem porquê nascem em nós esses tipos de afetos que resistem a tudo, inclusive a nós. sobrevivemos a nós, e sobreviver a mim não é tarefa fácil. sobrevivemos ao tempo, ás palavras mal ditas, ás birras alheias, e de alguma maneira ao tempo.

seis anos atrás éramos não mais do que meninos tentando encontrar um respostas. talvez ainda sejamos. mas agora sabemos que a busca é muito mais interessante e divertida do que qualquer ponto final.

encostou na minha mão e me protegeu de mim. e meu coração te quer bem pra sempre aqui nesse tempo que você fez essa cidade mais bonita e era uma fuga incansavel de mim de você

e agora pra sempre faz frio.

aí que todo santo dia a única coisa que eu tenho vontade é de correr. porque eu sei que vai dar merda. eu sempre soube. mas meu instinto suicida sempre falou mais forte e eu prefiro mesmo sangrar até morrer do que viver uma vida sem nenhuma história pra contar. eu sempre te falei do meu medo e você sempre fez graça disso e eu ainda tenho medo tenho mais medo agora do que antes. eu só não quero, eu não queria, eu nunca achei que fosse ser só uma fuga. a sua fuga. veja só, eu que unca fui porto seguro nem pra mim mesma, agora tenho medo de ser a sua fuga. e é aí que dá mais medo porque eu acho que nunca vou saber ao certo até onde você talvez quem sabe pode ser que provavelmente  sinta algum tipo de qualquer coisa mesmo com todas essas improbabilidades, e ainda assim eu tenho medo. porque se você fugir pra mim eu sei e você sabe que eu não vou negar eu nunca neguei e não negaria.

e isso não é nem o começo do que eu quero dizer mas não consigo.

deve ser mesmo assim que acontece. um dia você é a pessoa mais feliz do mundo, porque custa tão pouco ser feliz, basta um punhado de músicas, um rickenbacker, uma camisa xadrez e algumas cervejas entre guitarras… e no segundo seguinte o mundo vira pó.

e dessa vez nenhuma mensagem engraçadinha vai conseguir me fazer esquecer, porque esse é o único tipo de brincadeira em que eu nunca quis entrar.

é o que tem pra hoje?

ok, let’s go.