Sabe, depois de tanto tempo eu não sei mais pegar o caminho de volta. Não saberia ser blasé o suficiente se tivesse a coragem de ligar e dizer oi-como-vai-tudo-bem-com-você-o-que-anda-fazendo e de novo cairia na minha velha armadilha de tratar mal pra não denunciar o amor. Que não acaba. Que ainda está aqui, quietinho, mas vivo. E eu ando ás vezes sem saber pra onde e quase sempre não sei pra onde voltar. Não me sinto em casa em lugar nenhum, sou sempre estrangeira a quem basta uma rede roubada pra poder trabalhar. E daí os dias são sempre meio iguais, cafés, pub’s, lanchonetes… boates, beijos, cigarros, vodka e ressaca.

Tudo porque em algum lugar do caminho eu me perdi de você. E não consigo mais me achar. Quem sabe qualquer dia desses eu esteja bêbada o suficiente pra te ligar e dizer qualquer asneira como:

“-Me come com pão de queijo?”

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