“De cada dia arrancar das coisas, com as unhas, uma modesta alegria; em cada noite descobrir um motivo razoável para acordar amanhã.”

 

é como se o que sempre sobrasse fosse um cômodo vazio a ser fechado. a gente usa todos os espaços, pinta as paredes como bem entende e depois não cabemos mais lá. a história vai ficando grande a medida em que tudo na gente cresce. daí uma hora a pintura fica gasta, aparecem algumas infiltrações, o sol já não entra mais pela janela porque tem um prédio no meio do caminho.

e então, finalmente é hora de fechar a porta e ir embora.

o último que sair apague a luz.

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