“Mesmo que eu fosse apreciador dos bons restaurantes, não me imagino
visitando a cozinha deles. Quando vou doar sangue, não olho para a
enfermeira, muito menos para a agulha. O que acontece sob o capô do meu
carro é um completo mistério para mim, beira a magia. Deve ser
desmistificante para quem não está familiarizado com o processo de criação
ver rascunhos, sementes de músicas que frutificaram longe de onde foram
plantadas. (…) Natural, há um oceano na cabeça. As músicas, livros,
desenhos, gritos, sussurros e silêncios são apenas as ondas que chegam à
praia. E as ondas voltam. Sempre. Nunca iguais. Deve ser o que chamam “ponta
do iceberg”. Talvez, depois de 25 anos, o resto do iceberg fique mais
visível. Talvez não. Há quem diga que a função das palavras é esconder o que
sentimos. Eu não digo.”

Humberto Gessiger

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