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even if it leads nowhere

é porque fugir certamente seria o mais fácil. mas eu sei que ninguém sentiria a minha falta, e não to falando de amigos. no que me diz respeito sou uma daquelas pessoas invisiveis, sabe? ou, todo mundo ama mas ninguém leva pra casa. talvez eu seja cara demais, ou fora de moda. talvez até seja uma dessas coisas bonitas mas que não é funcional. porque eu ocupo espaço demais e gosto que seja assim. tudo o que é pela metade me cansa, cedo ou tarde. e talvez o meu melhor não seja o suficiente para os outros e isso seria uma boa razão e isso sim eu entenderia. não entendo é amor que fere, sentimento covarde sempre me soou como falso. e é de covardia e falsidade que eu estou cansada. nunca tive nada que fosse de verdade e até isso cansei de procurar. quanto ao resto você sabe que é reciproco, desde a inspiração (me lembro de já ter dito isso) até a irritação. me irrita esse seu jeito calmo de se irritar. porque sou eu quem sempre grita, e ninguém me ouve. sou eu quem sempre apareço, e ninguém me enxerga. do cansaço eu sei que uma boa massagem, no corpo e no ego, talvez resolvessem. temporariamente. de todo o mundo hoje só uns três ou quatro me são de verdade, mas eu já sei que o que há de mais seguro também corre perigo. e agora talvez eu devesse correr e escrever mais histórias, deveria tentar escrever algumas que não fossem assim tão tristes como eu mas quando ele me perguntou quem eu era de verdade, ali no escuro do quarto onde mesmo eu sendo uma estrangeira me sentia segura, a única coisa que eu consegui responder é que eu sou isso: uma pessoa triste. e tristeza não é infelicidade, porque tristeza não passa. e isso é coisa que ninguém entende. e daí eu digo que quero sumir e  ninguém percebe que eu preciso é que alguém queira que eu fique.

mas, né.

Shoud I give up?

ás vezes eu sinto que não.

Jeremias 52:30

“31 No ano trigésimo sétimo do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no mês duodécimo, aos vinte e cinco do mês, Evil-Merodaque, rei de Babilônia, no primeiro ano do seu reinado, levantou a cabeça de Joaquim, rei de Judá, e o tirou do cárcere;

32 e falou com ele benignamente, e pôs o trono dele acima dos tronos dos reis que estavam com ele em Babilônia;

33 e lhe fez mudar a roupa da sua prisão; e Joaquim comia pão na presença do rei continuamente, todos os dias da sua vida.

34 E, quanto à sua ração, foi-lhe dada pelo rei de Babilônia a sua porção quotidiana, até o dia da sua morte, durante todos os dias da sua vida.”

Quem tem ouvidos ouça o que diz o Senhor.

Você ama outra pessoa, você não sabe quem eu sou.

E é a mais pura verdade. Eu amo , não quem você é, mas quem você poderia ser. Tudo o que você poderia ser, se apenas escolhesse. Uma versão (bem) melhorada de você.
Você não concordou ou não entendeu quando eu disse que tudo o que nos acontece é uma escolha, mas isso é tão óbvio… Até eu que me encaixo tão bem no papel de vítima e, apesar disso, sei que é verdade. Entenda, você trouxe a sua vida até aqui e vai deixar ela seguir esse mesmo rumo ad infinitum por uma escolha sua. Good luck, baby. A culpa eu divido com você, mas esse peso você vai ter que carregar sozinho.

insisto no que me fere. aposto todas as minhas fichas no que falha. e sempre caio. e sempre me levanto. insisto no que vejo de bonito. tento sempre olhar mais fundo, mais certeiro. e sempre falho. nunca consigo dizer as palavras que estão na minha cabeça. sempre falo menos do que quero, mas sempre falo demais. estou sempre rindo da vida, fazendo graça das minhas desgraças. choro rios e tempestades todas as noites. e sempre acho que não chorei tudo o que sentia. e eu já senti tanto. tanto amor, tanta raiva, tanta saudade, tanta indiferença. já senti tudo na pele. já lutei demais mas ainda não lutei tudo. insisto em querer, desejar, sonhar. insisto em não me esconder. os monstros estão sempre por aí, mas não é embaixo da cama que vão me achar. vão ter que me olhar de frente se quiserem me vencer.

e quero mudar o que insisto. quero sempre que seja bom, que seja fácil. mas nunca é. e quero a clareza do gesto, a beleza do sim. e a grandeza do sempre.

e é assim que eu sou:

“Mesmo que eu fosse apreciador dos bons restaurantes, não me imagino
visitando a cozinha deles. Quando vou doar sangue, não olho para a
enfermeira, muito menos para a agulha. O que acontece sob o capô do meu
carro é um completo mistério para mim, beira a magia. Deve ser
desmistificante para quem não está familiarizado com o processo de criação
ver rascunhos, sementes de músicas que frutificaram longe de onde foram
plantadas. (…) Natural, há um oceano na cabeça. As músicas, livros,
desenhos, gritos, sussurros e silêncios são apenas as ondas que chegam à
praia. E as ondas voltam. Sempre. Nunca iguais. Deve ser o que chamam “ponta
do iceberg”. Talvez, depois de 25 anos, o resto do iceberg fique mais
visível. Talvez não. Há quem diga que a função das palavras é esconder o que
sentimos. Eu não digo.”

Humberto Gessiger

re:

você sempre me faz perguntas que eu não sei responder de pronto. eu poderia te dizer que não existe nada nem ninguém maior que o amor, mas eu e você sabemos que certamente eu estaria mentindo. como não existe verdade absoluta sobre nada eu só posso te dizer do que sei do ponto de vista das coisas que eu vivi. e se a sua pergunta fosse diferente e ao invés de me perguntar sobre tamanho ela me questionasse sobre força eu te faria uma lista de coisas e sentimentos que são mais fortes que o amor, porque marcam mais. a gente pode viver anos a fio em um relacionamento bom, que de certa forma até nos dá alguma felicidade mas quando chega o fim a única coisa que vamos guardar disso são as brigas, o sofrimento, a desesperança, o sentimento de abandono, muitas vezes o ciume… esses sentimentos por vezes são mais fortes que o amor.

resta a nós decidir quem vai sobreviver dentro da gente: o mais forte ou o maior.

muitas vezes o amor por maior que seja não tem a força suficiente ou até mesmo a necessária para sobreviver ás coisas que são fortes mas não se sustentam por muito tempo. amor muitas vezes é grande mas nós somos covardes, por já termos nos machucado antes evitamos o que pode ser bom. viver pode ser fácil e até bonito se a gente quiser, mas o mal do ser humano é se apegar ás memórias e nosso instinto de sobrevivência só nos faz lembrar o que nos machucou para que nós, bobos influenciáveis que somos, possamos evitar o mesmo caminho.

como se eu soubesse sempre o que fazer.

a verdade é que a grande questão é o quanto nós deixamos o amor ser grande dentro da gente. o amor por um amigo, por um filho,por quem a gente julga igual, por quem a gente sempre esperou,  por um desconhecido que sorri pra gente no metrô, por quem nos machuca mesmo sem querer. o que eu sei, e disso eu posso te dizer é que amor não resiste a tudo… como eu sempre disse: toda armadura tem suas frestas. e é sempre por ali que a gente cai. seremos fortes e grandes o suficiente pra nos levantarmos?