Ele achou que eu tinha desistido.

E eu só não sabia mais como lutar. Porque perdi as armas no meio do caminho, porque amar só não basta e talvez eu estivesse mesmo no lugar errado na hora errada. E chega uma hora em que é preciso fazer escolhas. E eu sei toda a verdade. Parece que não, mas eu sempre soube. Algum estranho alarme interno soou a cada mentira. E eu nunca desisti. Agora só me pergunto se é isso o que eu devo fazer. Não há dúvidas do que quero, nem do que seria o certo a se fazer. Mas será que esse é o meu papel?

Ele achou que eu desisti.

E eu sempre estive aqui. Mesmo quando negava, e para esconder o óbvio eu me defendia numa capa de agressividade. E eu sempre quis ser doce, sempre quis me desarmar. Mas eu tinha que me proteger. Dele, de mim, dos outros. E eu sempre tentei  correr , mas sempre acabei caindo na mesma velha armadilha. Amor. Que nunca basta. E entre uma dose de tequila e outra eu sempre achei que ali era o meu lugar, onde eu nunca precisaria me esconder. E agora eu não consigo mais me achar. Eu sempre soube a verdade. E ainda assim nada mudou.

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