Vai lá buscar pessoas que nem você, ache novos amigos, sei lá. Só não nos crie embaraços. A vida era assim antes de você aparecer e agora ela continua sem você. Mas não fique triste, você é legal e inteligente e certamente tem um monte de gente aí querendo alguém como você. Eu nunca negaria. Eu nunca deixaria de lado. Eu nunca jogaria pra escanteio. Mas essa sou eu.

Sorte a sua se eu gosto de você. O azar é todo meu.

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Ele achou que eu tinha desistido.

E eu só não sabia mais como lutar. Porque perdi as armas no meio do caminho, porque amar só não basta e talvez eu estivesse mesmo no lugar errado na hora errada. E chega uma hora em que é preciso fazer escolhas. E eu sei toda a verdade. Parece que não, mas eu sempre soube. Algum estranho alarme interno soou a cada mentira. E eu nunca desisti. Agora só me pergunto se é isso o que eu devo fazer. Não há dúvidas do que quero, nem do que seria o certo a se fazer. Mas será que esse é o meu papel?

Ele achou que eu desisti.

E eu sempre estive aqui. Mesmo quando negava, e para esconder o óbvio eu me defendia numa capa de agressividade. E eu sempre quis ser doce, sempre quis me desarmar. Mas eu tinha que me proteger. Dele, de mim, dos outros. E eu sempre tentei  correr , mas sempre acabei caindo na mesma velha armadilha. Amor. Que nunca basta. E entre uma dose de tequila e outra eu sempre achei que ali era o meu lugar, onde eu nunca precisaria me esconder. E agora eu não consigo mais me achar. Eu sempre soube a verdade. E ainda assim nada mudou.

There’s a time and a place for understanding and a time when action speaks louder than words. And I don’t seem to get no indications and I don’t know how to get through to you. And when time like the pyramids has worn away, all the mountains and the valleys of the words that we say. We have got to make sure that something remains – if we lose each other we’ve got no one to blame.

“Os dragões não permanecem. Os dragões são apenas a anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estréiam. As cortinas não chegam a se abrir para que entrem em cena. Eles se esboçam e se esfumam no ar, não se definem. O aplauso seria insuportável para eles: a confirmação de que sua inadequação é compreendida e aceita e admirada, e portanto – pelo avesso igual ao direito – incompreendida, rejeitada, desprezada. Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos – como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. Os dragões não conhecem o paraíso, onde tudo acontece perfeito e nada dói nem cintila ou ofega, numa eterna monotonia de pacífica falsidade. Seu paraíso é o conflito, nunca a harmonia.”

Porque eu não quero que seja difícil. Eu quero que seja fácil. Eu quero sorrir sinceramente e por nada. Eu não quero ficar sentada, sem saber o que fazer, sem força nem pra chorar, de tão exausta por sentir o que eu sinto.
Eu não quero não ter o que responder quando alguém me pergunta por que eu estou triste.

Porque é tão óbvio.