“Sendo vidas, nada mais nos resta fazer senão irmos vivendo. (…) Já nem sei mais nada, e às vezes tinha vontade de ir mais devagar. Viver devagar é que é bom, e entreviver-se, amando, desejando e sofrendo, avançando e recuando, tirando das coisas ao redor uma íntima compensação, recriando em si a reserva dos outros e vivendo em uníssono. Isso é que é viver, e viver afinal é questão de paciência. A gente podia ser assim,  viver apenas, aceitar o momento essencial e nascer de novo entre dois cigarros, entre o brinquedo e o edifício, entre a palavra e a curva. (…) Viver é isso mesmo e afinal ser feliz é fácil como fechar os olhos. (…) Mas na verdade, não há calma nenhuma, tudo é muito difícil, e afinal as palavras estão precipitando a nossa derrota. Porque viver apenas não basta.”

 

…e nascer de novo entre dois cigarros.

 

Querido Sabino, é verdade.

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