quote

“Tinha tanta coisa em comum, tanta coisa que a gente queria fazer, lugares pra ir. Era todo um mundo diferente: o meu pra ele, o dele pra mim. Eu queria entrar naquilo tudo e, de certa forma torta, entrei. Por que era ali que eu queria ficar pelo resto da vida. Eu abandonei minhas coisas, admito. Mas não foi pesado nem sofrido. Não teve sacrifício, não teve saudade, não teve arrependimento. Nunca senti falta de nada. Estava ali pro que desse e viesse, com esse coração gigante escancarado pra ele. Para nós. Para tudo que acontecesse, fosse o que fosse. Eu só queria faze-lo feliz da mesma forma que ele me fazia. Eu fiz tudo errado, eu sei. Mas não me arrependo, ao menos eu tentei. Eu fui atrás do que eu queria e lutei até o último segundo por tudo e muito pior seria ter desistido. Errei tentando acertar, não suportava o silêncio e não suportava mais a solidão dos sábados e dos domingos. Errei porque me vi vagando sem lugar, sem me encaixar, sem saber o que dizer ou o que fazer. Quando ele foi embora levou também o mundo que eu tinha comprado. Às vezes eu acho que ninguém entende como é difícil juntar os sonhos e jogá-los no lixo. E eu estou há muito tempo com a tampa da lixeira aberta, mas não tenho coragem de fechá-la.”

Li esse texto em um blog por aí, e olha… eu não saberia escrever nada que descrevesse melhor, e isso é de fato um inferno.

(L)

Não ter por onde começar quando se tem tanto a dizer faz as coisas perderem o sentido. E eu nem lembro mais pra onde eu queria ir, porque em algum lugar do caminho você mudou a minha paisagem e onde não cabia mais ninguém você achou um lugar pra ficar. E mesmo querendo ir embora você sempre fica, porque você ainda é o que há de melhor em mim. E eu só não queria que acabasse, quando você me perguntou por quê eu chorei, eu só não queria que acabassem os fogos, nem a música e nem nada daquilo. Eu não queria que a noite acabasse, porque bem lá no fundo eu sabia que as chances eram poucas. Ainda é ano novo, mesmo não tendo mais as luzes nem a chuva nem a música nem o seu abraço. Porque eu ainda espero encontrar você num desses lugares que eram tão comuns, tão nossos… E então tudo pode ser como era antes. (?)

“Não me deixe. Não te deixo.”