m.

acende o cigarro e olha as fotografias na parede. elas já não dizem mais nada, são apenas pedaços que de nada servem além de juntar traças. entre uma tragada e outra, aproxima os olhos dos olhos na parede e não consegue mais enxergar nada além do tenpo que passou. o gosto de cravo na boca traz a lembrança das noites intermináveis nas avenidas e bares de praça; “noites que passaram/noites que virão/noites que passamos lado a lado/em solidão’.

e o que não diz mais nada vai pro lixo. fotos, recados, sms, o numero na agenda. tudo. porque não se pode morrer em vida, não se vive depois, ou amanhã. e eu quero todo o circo a que tenho direito, e quero agora! porque o  amanhã não existe, o depois eu não sei, e agora vai tudo pro lixo. muito obrigada.

e existe uma estrada esperando pra ser percorrida. e existe uma folha em branco todos os dias pra contar histórias. e eu vou escrever uma história bem bonita dessa vez. porque eu sou mais do que essa tempestade, eu sou mais do que as histórias que passaram. e eu vou. sem medo.

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