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“Você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco.”

 

Reler esse texto me fez lembrar o que me fazia escrever. E o que me fez parar. E acaba sendo como a canção do Humberto Gessinger, sempre me martelando a mesma pergunta; Ele que se perguntou “cantar pra quê, pra quem cantar” me faz me questionar pra quem eu escrevo e pra quê. Se antes eu achava que escrevia só pra mim, aos poucos fui cada vez mais querendo escrever para os outros mesmo que sempre fosse sobre o mesmo assunto: EU.

E agora eu já não sei mais até que ponto o que eu penso ou sinto é interessante pra alguém. Porque é triste só ter sofrimentos, ausências e esperas. Vivo porque as coisas acontecem e só. Não sinto mais vontade de nada. Não sinto mais vontade de nada. Voltei a ser o que eu nunca quis. Seca, dura e vazia. E a culpa é só minha, porque falhei na construção do que deveria ser a minha defesa. Agora pago o meu pecado. #hgfeelingsoi.

Quanto a esse blog, talvez ele vire só o relato do dia a dia no meu trabalho, que por ironia da vida é muito divertido apesar de estafante.

Os textos antigos estão guardados num lugar qualquer por aí, talvez um dia eu resgate, mas por enquanto eu realmente não quero me lembrar do que escrevi, porque não quero me lembrar do que senti.