“preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei…”

 

Arrancar todas essas raizes de você que ainda existem dentro de mim. Apagar da memória todo esse futuro que nunca chegará e com ele tudo o que nunca dissemos. Esquecer todos os lugares que não fomos, tudo o que não conversamos, as viagens que não fizemos, as pessoas que não conhecemos. Esquecer, esquecer, esquecer.
Fechar os olhos e insuportavelmente tentar não lembrar, tentar não lembrar, esquecer. Até quando? Acabou. Não começou. Nunca foste porque jamais houveste. E todas essas coisas que eu sinto e escondo, entrego pra quem? E esse sorriso que eu teimo em sorrir e você nunca vê, porque você nunca me olha. Sorrir pra quem, se ninguém nunca fica? Se você nunca fica, você nunca vem. De você eu só conheço o não, de você eu só tenho as esperas, as dúvidas, as incertezas. E ainda assim eu teimo em pensar, teimo em lembrar, teimo em sentir, em desejar, teimo em amar. Teimo em te querer tanto bem…
Quantas vidas mais será preciso viver pra que você veja esse sorriso que eu teimo em sorrir enquanto você teima em olhar para essas outras tantas vidas?
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Mas era nos olhos, só nos olhos, que se fixava aquele mudo apelo, aquele grito. Nem sei. Aquela clara maldição. Saí, saiu. Não dissemos nada. Eu só tenho esperas. Ele traz a tranqüilidade de mais nada esperar.