Um outro tanto
De um outro riso
E um outro encanto.

(sim, é para ele.)
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Todos os dias eu olho pela janela, e olhando daqui o céu é sempre cinza.
Nunca tem sol, ás vezes uma chuvinha fraca. Mas sol… Nunca. E aquele famoso azul nunca vi, se vi não me lembro.
Vez em quando um cinza mais claro teima em aparecer, mas depois de tanto tempo no escuro, ver a claridade dá medo. Não é bonito, nem alegre, nem nada, É sempre assim. Cinza. Cinza.
Desse cinza mesmo que não dá vontade de nada, que não faz sorrir, que nada.
Dizem que onde se pode ver o céu azul é bonito. Mas azul não existe, sol não existe, nuvem não existe, brisa fresca não existe.

Olhando daqui o céu é sempre cinza.

Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência. E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia.

tati